Anualmente...
Minha fase de sensibilidade à enésima potência já começou. Eu não sei como consigo ficar ainda mais sensível do que já sou. Tudo me afeta: uma palavra grosseira, um gesto impensado, a tristeza de algumas pessoas, a alegria de outras me comove, as lembranças se fazem mais presentes, as lágrimas são constantes, choro por tudo e por nada. Nos dias que antecedem meu aniversário é como se a sensibilidade ficasse 100% e tudo o mais zerasse. Existe o lado positivo, pois consigo sentir tudo mais intensamente, aliás, exageradamente. Mas, isso me proporciona sentir o que os outros sentem, é como se eu sentisse tudo pelos outros, como se os problemas dos outros se tornassem os meus e também as suas alegrias e emoções. Às vezes é bom se colocar na pele dos outros. Por outro lado, é negativo. As pessoas ao meu lado não sabem como lidar comigo. Nem eu mesma sei. Sou o abuso em pessoa. Tranformo-me num poço de emoções ambulante. Num saco plástico cheio de lágrimas que se fura ao menor contato. Carrego as dores do mundo nas costas. E neste ínterim entre o início de crise e o meu aniversário, já consegui sentir tudo o que não senti durante todo o ano. Sempre foi assim. Eu gostaria de entender os motivos, mas nunca obtive respostas. Talvez seja comum a muitas pessoas. Talvez algo restrito aos librianos, seres que parecem ser feitos só de coração. Ou quem sabe ainda seja apenas o "problema" de uma única libriana que nunca soube ter meios sentimentos. Choro que vem e vai do nada. Saudades. Lembranças. Sentimentos se misturam, se confundem. Vontade de voltar para o meu lugar. Eu não sou daqui e nunca serei... Sinto-me deslocada, estranha. Nostalgia. Medo diante do futuro. Insegurança. Inconstância que eu tanto desprezo. Que eu possa aprender algo com mais esta crise anual de hiper sensibilidade pré aniversário... E que 18 de outubro chegue logo e passe voando...
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:: Postado por
Lhine
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Caramba! Como é difícil aceitar que algumas pessoas ou "aquela pessoa" não faz/fazem mais parte da sua vida, não é? Digo isso em todos os sentidos. O fim de um namoro, a perda de um amigo especial ou até mesmo uma pessoa que você admira muito que se afasta sem explicações. Será que observar estas pessoas e não poder trocar palavras, olhares ou sorrisos, é mais difícil do que perder para sempre? Talvez não, no fundinho sempre sobra a esperança de que um dia as coisas possam mudar ou que esta dor possa desaparecer. Já no segundo caso, prefiro nem pensar no assunto. As poucas experiências que tive são complicadas de aceitar até hoje. Mas a impotência acho que é o que mais te destrói. Pensar que você pode, mas não deve. Ou que você não tem coragem de arriscar e dizer pequenas, poucas palavras, que são capazes de eternizar essa separação ou curá-la. Por que será que o ser humano é tão medroso? Por que, muitas vezes, a gente se sente pequeno demais para arriscar? Arriscar algo que parece ter uma proporção tão grande e que às vezes nem é tão grave assim. Todos nós temos o direito de errar. De pisar fora da ponte. De cair. De tropeçar... mas será que são realmente tão poucas as pessoas que gostam de aprender com isso? De buscar uma mão para te ajudar a levantar? Eu admito, não sou nada corajoso. Fico pensando no quanto poderia arriscar e, de repente, vencer. Mas o medo de perder, de derramar muitas lágrimas, me faz desistir, algumas vezes. O choro, que é provocado pela dor, mas que proporciona alívio, faz eu evitar as situações, principalmente as atuais. No momento acho que estou mais paciente, porém mais acomodado também. Tento não me envolver com pensamentos e sentimentos... para depois não me machucar. E de que adianta se, ao colocar a cabeça no travesseiro, sonho com tudo ao contrário? Quem está longe, perto. De nada adianta ser pedra se, ao fechar os olhos, só vejo sentimentos. Só vejo coração. Fico de longe observando para onde esse rio vai correr... se ele ainda vai passar por aqui.
PS: Encontrei este texto na internet e o achei super interessante. Quem nunca passou por momentos assim? Muitas vezes desistimos de uma reaproximação por medo ou por orgulho. Eu confesso: encaixo-me no segundo time. Mas, algumas vezes eu passei por cima do orgulho. Raras vezes, admito. Somente por pessoas que eu considerava extremamente importantes. E ainda que em alguns casos eu tenha desistido definitivamente, por ter me machucado demais ou por reconhecer que não conseguiria, o que me consola é que tentei. Não sei se hoje eu seria mais feliz se tivesse conseguido... Creio que não. Algumas perdas são mais do que necessárias e apesar de, no momento, não aceitarmos ou reconhecermos, o futuro se encarrega de nos mostrar que estávamos enganados... Acho que todas as pessoas são um misto de sentimentos bons e ruins, enfim... a verdade é que não há pedra somente, nem emoção somente...
:: Postado por
Lhine
às
18h52
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..::Quem sou::..
Sou uma romântica inconsertável! Sou chata, sincera, orgulhosa, "fresca", infantil, exagerada, às vezes tímida, extremamente sensível, choro por tudo e por nada, desejaria mudar o mundo... Sofro por mim e pelos outros. Vivo a utopia de desejar que as pessoas jamais saiam da minha vida. Até hoje, raríssimas saíram por completo. Algumas deixaram um vazio inenarrável. Outras, não fizeram tanta diferença. Acreditava em inúmeras coisas bonitas. Talvez por minha culpa e de algumas pessoas, hoje já não sou tão "ingênua". Amo com todo o meu ser e quero que me amem da mesma forma. Quando me magoam, dificilmente tudo volta a ser como antes. Tenho medo do futuro. Tenho medo da solidão. Adoro festas, diversão, cores, carnaval (amooo!), amigos, confidências, dança, música, alegria, união... Queria ser menos sentimental, mais madura, ousar mais, não sofrer tanto por coisas e pessoas que não merecem, guardar menos rancor, ser menos crítica, menos ingênua, menos preconceituosa. Desisti! Eu "me venci" pelo cansaço...
ADMIRO: Humildade, bondade, sinceridade, inocência, Chico Xavier, pessoas que amam "eternamente"...
NÃO ME CONFORMO: Com a maldade das pessoas
LIVROS: As vidas de Chico Xavier, O livro de ouro da Mitologia, Laços Eternos, Conte-me seus sonhos, O preço de ser diferente, Se houver amanhã, etc, etc
MÚSICAS: Infinitas, eu sempre tô ouvindo uma música. Algumas: Um amor puro, Se eu não te amasse tanto assim, Things will never be the same, Dia azul, Tocando em frente, Você, Hero, Vida, From this moment on, Por enquanto, I can't live, Jardim da Fantasia, etc, etc. Não gosto de forró (apesar de morar em João Pessoa, não me adaptei) e adoro pop rock. Ah! Também adoro trance, dançar muuuuuuuito!!!
"Difícil não é lutar pelo que mais se quer, mas desistir de algo ou alguém que se ama de verdade."
Para mim, amar é se doar por completo. É ser capaz de dar sua vida por algo ou alguém. É ver o tempo passar e o sentimento permanecer. É não banalizar as palavras e reconhecer o sentimento em um simples olhar. É ser sincero, companheiro, é compartilhar o seu mundo! É dizer o que sente. Nada a mais, nem a menos. AMO pouquíssimas coisas e pessoas...
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