"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais,

há em mim uma sede de infinito,

uma angústia constante que nem eu mesma compreendo,

pois estou longe de ser uma pessimista.

Sou antes uma exaltada, com alma intensa,

violenta, atormentada,

uma alma que não se sente bem onde está,

que tem saudades...

sei lá de quê!"

 

(Florbela Espanca)

 

PS: Tenho andado nostálgica demais, angustiada, melancólica, talvez triste. Sem paciência, sem vontade, sem inspiração. Abusada, cansada... completamente... 

:: Postado por Lhine às 22h47
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???

Às vezes fico sem saco para nada. Às vezes fico abusada de tudo e todos. Às vezes ninguém me entende e tudo que eu queria era uma transformação radical em minha vida. Tem horas que a acho monótona, sem novidades, sem brilho, previsível. O pior que não é. Minha vida é exatamente como eu gostaria que fosse. Eu faço tudo que eu quero e do jeito que eu quero. Sem ter que dar maiores explicações a ninguém. Estudo, namoro, trabalho, tenho minha independência financeira e poderia até morar sozinha se quisesse. Posso viajar quando quero, sem ter que pedir autorização dos meus pais, posso fazer compras quando quiser pois trabalho e tenho meu próprio dinheiro, posso dormir fora de casa quando bem entender, posso sair todos os fins de semana para onde me der na telha, posso me trancar no meu quarto e chorar sem parar quando tiver vontade para isso, posso ir à igreja, ao terreiro de candomblé, ao centro espírita, porque não tenho uma religião definida, posso não ir para nenhum lugar religioso, porque acredito em Deus e isso me basta, posso dizer o que sinto sem medo de julgamentos, porque só me interessam as pessoas que me são importantes, posso me orgulhar de ter minhas opiniões e personalidade bem formadas e dificilmente mudar, mas sei lá... parece sempre faltar algo. Tem dias que sinto saudades de algo que não sei explicar o que é; dias em que eu queria voltar para um lugar que não sei onde fica, queria ser alguém que nunca fui e a imensa saudade de ser quem eu era... Acho que esta última saudade sempre será a mais forte. Não há nenhuma pessoa no mundo da qual eu sinta mais saudades que de mim mesma. Outro dia assisti um filme no cinema e me disseram que eu era exatamente igual ao personagem do filme: "Só faço o que quero, se a outra pessoa não quer, o problema é dela!" Eu sou assim. Mas, eu não era. Antes eu tinha uma maior facilidade em ceder, em procurar agradar as pessoas, em ir a algum lugar para fazer companhia às pessoas, mesmo tendo alguém que eu não queria ver, em falar com alguém que eu não gostava para ser simpática, em tentar desfazer minhas primeiras impressões desagradáveis, mas hoje em dia, sou oito ou oitenta! Se não gosto de alguém, nem tentem me convencer que esta pessoa é legal, simpática ou algo do tipo. Eu vou pela minha intuição (que geralmente não me desaponta). Se não quero ir para um lugar que eu não gosto, nem tentem me chamar, será em vão. Tornei-me uma pessoa inflexível em muitos sentidos. Eu também era a pessoa mais romântica do mundo. Hoje, estas juras de amor eterno, promessas, declarações melosas me irritam. É como se a Aline de hoje desacreditasse completamente. Como se as pessoas jogassem com as palavras. É bem esta a sensação. As pessoas banalizam demais as palavras. Exageram demais, quando na realidade o que sentem não chega a cinqüenta por cento da verborragia que soltam. Te juram amor eterno hoje para amanhã estar jurando este mesmo amor a outrem. Dizem que você é a pessoa para ficar para o resto da vida e te dão tchau sem titubear. Dizem que você é a melhor amiga e amanhã simplesmente somem. Odeio gente que some. Que só aparece quando precisa. Que se dizem amigos e sempre são os ausentes. Também não suporto dependência. Talvez por já ter sido assim e isso ter me feito sofrer de uma maneira que eu jamais pensei que sofreria. É, esta Aline de hoje é uma pessoa amarga, ferida, desacreditada, inflexível. E mesmo assim admirada. E ainda assim, cheia de amigos. E apesar de tudo, imensamente amada. Eu sei bem o que falta: fazer com que aquela Aline do passado volte para o presente. Espero que ela não tenha sido assassinada pelas pessoas. Ou que, em total desespero, tenha cometido o suicídio...

:: Postado por Lhine às 12h01
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..::Quem sou::..

Sou uma romântica inconsertável! Sou chata, sincera, orgulhosa, "fresca", infantil, exagerada, às vezes tímida, extremamente sensível, choro por tudo e por nada, desejaria mudar o mundo... Sofro por mim e pelos outros. Vivo a utopia de desejar que as pessoas jamais saiam da minha vida. Até hoje, raríssimas saíram por completo. Algumas deixaram um vazio inenarrável. Outras, não fizeram tanta diferença. Acreditava em inúmeras coisas bonitas. Talvez por minha culpa e de algumas pessoas, hoje já não sou tão "ingênua". Amo com todo o meu ser e quero que me amem da mesma forma. Quando me magoam, dificilmente tudo volta a ser como antes. Tenho medo do futuro. Tenho medo da solidão. Adoro festas, diversão, cores, carnaval (amooo!), amigos, confidências, dança, música, alegria, união... Queria ser menos sentimental, mais madura, ousar mais, não sofrer tanto por coisas e pessoas que não merecem, guardar menos rancor, ser menos crítica, menos ingênua, menos preconceituosa. Desisti! Eu "me venci" pelo cansaço...

ADMIRO: Humildade, bondade, sinceridade, inocência, Chico Xavier, pessoas que amam "eternamente"...
NÃO ME CONFORMO: Com a maldade das pessoas
LIVROS: As vidas de Chico Xavier, O livro de ouro da Mitologia, Laços Eternos, Conte-me seus sonhos, O preço de ser diferente, Se houver amanhã, etc, etc
MÚSICAS: Infinitas, eu sempre tô ouvindo uma música. Algumas: Um amor puro, Se eu não te amasse tanto assim, Things will never be the same, Dia azul, Tocando em frente, Você, Hero, Vida, From this moment on, Por enquanto, I can't live, Jardim da Fantasia, etc, etc. Não gosto de forró (apesar de morar em João Pessoa, não me adaptei) e adoro pop rock. Ah! Também adoro trance, dançar muuuuuuuito!!!

"Difícil não é lutar pelo que mais se quer, mas desistir de algo ou alguém que se ama de verdade."
Para mim, amar é se doar por completo. É ser capaz de dar sua vida por algo ou alguém. É ver o tempo passar e o sentimento permanecer. É não banalizar as palavras e reconhecer o sentimento em um simples olhar. É ser sincero, companheiro, é compartilhar o seu mundo! É dizer o que sente. Nada a mais, nem a menos. AMO pouquíssimas coisas e pessoas...

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