2012, estou pronta!
"Hoje eu consigo olhar pro meu passado como uma espectadora. E apontar cada detalhe e cada erro e acerto e cada instante e sensação e fuga. As projeções que fiz, as dependências que criei, as compulsões que tive, hoje são um presente de maturidade e otimismo. Porque comecei a atrair pessoas, histórias e assuntos mais leves, saudáveis. E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e a apreciar outras. E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também. Hoje sou tão grata por tudo que doeu, por tudo que sangrou, pelo sono perdido. Retomei o controle da minha vida e estou sendo amada de uma maneira que me deixa mais segura. Perdi meus medos, sobrou apenas a minha fobia de altura. E, por menos que eu tenha escrito, a poesia sempre esteve em mim. Brindo com vocês esta fase nova em que, finalmente, conheci a tranqüilidade. Se eu tinha esquecido desta frase, hoje eu posso repetir com o coração cheio de certeza: TUDO VAI DAR CERTO SEMPRE, porque a vida se encarrega das coisas e ela nos compensa com ela mesma." (Marla de Queiroz)

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LK
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20h05
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Re-descobertas em um pré-aniversário
Este período que antecede aniversário é sempre um período de introspecção, de reflexão, de uma certa melancolia e, por que não dizer, de descobertas e redescobertas. Cada ano descubro novos objetivos, novos caminhos, novas alternativas. Redescubro formas de enxergar algo ou alguém, re-descubro-me. Neste último ano descobri que muitas vezes, o que a gente pensa que ainda nos fere, na verdade, já cicatrizou há muito tempo. Descobri que perdoar deixa o coração leve, bem leve. Descobri também que perdoar tem seu tempo certo e talvez seja um dos verbos mais difíceis de serem concretizados pelo ser humano. Tem que redescobrir uma nova maneira de enxergar aquele que te magoou. É preciso redescobrir um novo lugar para esta pessoa em sua vida. Ainda que seja um lugar não mais tão próximo. Redescobri que crescemos a cada ano, ainda que insistamos nos erros, nas ingratidões e pequenos sentimentos, em cada momento que sorrimos ou choramos, há uma possibilidade de aprendizado. Redescobri que muitas vezes precisamos nos isolar em nosso mundinho, sair do tumulto para o nosso silêncio interior, para poder nos escutar de verdade. Redescobri que, por mais que distâncias físicas e o tempo nos separem dos que amamos, estes serão sempre especiais, guardados intactos em nossos corações. Redescobri que todo mundo tem aquele lugar do qual se sente parte e o meu se chama Minas Gerais. Redescobri que ninguém é colocado em nosso caminho por acaso. Ou tem algo a nos ensinar, ou algo a aprender conosco. Redescobri, imensamente feliz, que ao me olhar no espelho, apesar de tudo, ainda trago em mim muito daquela que fui e admirei. Descobri que confiança é algo muito, muito frágil, e a minha é daquelas praticamente impossíveis de serem reconquistadas. Redescobri que amor é companheirismo e cumplicidade que se conquista e se reforça no dia-a-dia. Redescobri que muitas vezes confundi paixão com amor e que amor de verdade, só conheci quando chegaste ao meu mundo. Descobri que o meu amor não adquire tamanho. Continua infinito, incomensurável. Redescobri que amor é o que me impulsiona, me alimenta e me faz sentir viva, livre e completa. Redescobri que amor é a minha essência e sempre será. Descobri que a cada dia, cada segundo, cada ano, cada aniversário, temos nas mãos a oportunidade de nos redescobrirmos, de nos reinventarmos, de viver e reviver de uma maneira cada vez melhor. Redescobri que isso é um eterno ciclo. Enfim, constatei que tudo poderia ter sido diferente... Mas, redescubro todos os dias que há em mim um sorriso eterno de gratidão por não ter sido...
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17h39
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Nossa escola
A vida tem um quê de mistério, graça, ironia, queda, subida, dureza e pureza, que somente com o passar das experiências vamos desvendando. Muitas coisas a gente preferiria nunca desvendar, como o sabor amargo de uma traição ou a decepção com uma amizade. Todavia, não fosse o sabor amargo da traição, talvez jamais aprenderíamos a valorizar a confiança. Não fosse a decepção com alguma amizade, jamais enxergaríamos o valioso tesouro que temos em um amigo de verdade. Creio que tudo nesta vida há que ser dosado. Desacreditar do amor porque um dia te machucaram, é tornar ínfimo demais um sentimento tão grandioso. Descrer da amizade porque uma te decepcionou, é se fechar em um mundo mesquinho, sem cor e sem brilho. Fácil falar, não? É. Realmente é. Passar por tudo sem se deixar abater por completo, buscando tirar dos sofrimentos as lições que a vida quer nos ensinar, não é tarefa das mais simples. Às vezes é necessário repetirmos o "dever de casa", como alunos indisciplinados, que fizeram a tarefa sem realmente tê-la compreendido. E aí o sofrimento, as dores, as mágoas, tudo vira um ciclo. Mudam-se as pessoas, mas não os acontecimentos. Por mais que você busque novos ares, novos ambientes, novas amizades, novos relacionamentos, com o tempo, você nota que a superfície mudou, mas a essência é a mesma. Isso tudo porque você ainda não realizou o seu dever de casa de forma satisfatória. Deixou reticências onde deveria ter um ponto final. Fez operações de multiplicação nas mágoas que deveriam ser subtraídas. Deixou interrogações a esmo, sem respostas. Decorou todo o texto, sem realmente interpretá-lo. E, por isso, foi reprovado. Não aprendeu com a experiência. Não retirou da dor a lição que precisava para evoluir. A escola da vida sempre nos dará novas chances. Até que realmente nos tornemos alunos aplicados. Até que aprendamos a não fingir ter aprendido, mas aprender de verdade. Enquanto não aprendermos de verdade a lição, não seremos merecedores de novas lições, novos ares, novos amores, novas amizades. Em superfície e em essência. Sou apenas mais uma aluna nesta imensa escola. Tentando aprender as lições para não ser reprovada. Confesso que alguns deveres são por demais complicados. Mas, depois de ser reprovada tantas e tantas vezes, decidi que é perda de tempo não se arriscar. Não tentar, mesmo que isso nos machuque ainda mais, tirar a lição de cada experiência. Aprender a crescer sem traumas, tanto quanto nos for possível, dentro das nossas limitadas virtudes de seres imperfeitos...
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15h14
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Com o tempo...
Li certa vez que o tempo não nos faz esquecer, mas sim tirar o que é importante do centro das atenções. Eu até pensava que seria assim também, mas hoje vejo que os anos vão se passando e o tempo é implacável. Ele cura feridas, desfaz amores, apaga sentimentos - tanto os bons quanto os ruins - renova esperanças, gera grandes mudanças no nosso exterior, mas principalmente em nosso interior. O passado é recorrente e por mais que tentemos fugir dele, para que possamos saber quem seremos no futuro, temos que recorrer ao que se foi. O passado é quem conta a sua história, os seus aprendizados, os seus erros, que por mais vergonhosos que sejam, não há como apagá-los. Ainda que queiramos escondê-los do mundo, eles estarão sempre ali, dentro de nós, nos alertando para sermos melhores, para nos corrigirmos. Seria bom demais poder lembrar apenas dos acertos e passar uma borracha nos erros, mas são justamente os erros que nos fazem crescer. Só com o passar do tempo é que percebemos que uma grande infelicidade nunca vem por acaso. As lágrimas de hoje podem ser as responsáveis pelo sorriso de amanhã. Um coração despedaçado neste momento será o coração completo e pulsante de amor no futuro. A queda de agora te fará levantar mais forte depois. Um amor que se despediu não era o amor da sua vida. Após um tempo, percebe por que aquele relacionamento não deu certo: vocês jamais seriam felizes juntos. O tempo passa e quando olhamos para trás, de repente nos damos conta que já não somos como outrora. Tudo mudou. Mudaram os ares, as pessoas, os objetivos, os caminhos, os sentimentos, você mudou. Percebe que o tempo passa e tudo muda. E sorri feliz. E agradece. O tempo coloca tudo em seu devido lugar...
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22h49
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Roda gigante
Quanto tempo sem "dar o ar da graça" por aqui. Como dizem, acho que a solidão e a tristeza são mais inspiradoras que a felicidade. Para mim é assim. Quando estou triste, me sentindo sozinha, escrevo bem mais. Fato é que, graças a Deus, há um bom tempo sou completa e feliz. E este "diário virtual" deixou de ser algo tão presente e necessário em minha vida. Às vezes "volto no tempo" através dele, para me deliciar com momentos inesquecíveis, lembrar de pessoas ausentes, sorrir ao ler textos tão exageradamente sensíveis, ver que todas as "dores insuportáveis" que descrevi aqui, foram perfeitamente suportáveis. Todas as ausências, preenchidas. Todos os dissabores, aprendizados. Todas as alegrias, revividas. Algumas pessoas, ainda presentes. Nunca pensei ser capaz de sorrir ao ler alguns textos aqui escritos, ou então, me lembrar sem dor. Como também nunca pensei ser um dia indiferente a textos tão profundamente vividos em cada palavra que foi escrita à época. É engraçada esta vida, tão dinâmica e envolvente quanto uma roda gigante. Um dia, lá embaixo, você deseja estar no topo, para ver tudo por cima. Quando menos espera, eis que você olha à sua volta e a visão lá de cima é perfeita, como você sempre desejou ver. Mas, claro, você nem sempre poderá estar no topo, e talvez esta roda gigante volte a girar. Bom mesmo é estar preparado, tanto para estar em cima quanto para estar embaixo. Estar embaixo é muito difícil, às vezes tem-se a impressão de que a roda enguiçou e nunca mais será capaz de subir. Ledo engano! O que move esta roda é a nossa força interior, a nossa fé, a nossa certeza de que somos capazes. E é justamente estando lá embaixo que criamos esta força. São justamente as pessoas que nos puxam lá para baixo as responsáveis por nos fazerem subir mais uma vez. Contraditório, mas é assim que acontece. E, claro, existem pessoas que surgem na altura mediana, que te fazem subir mais rápido. Que cedem um pouco da força utilizada para girar a própria roda gigante, para ajudar a girar a nossa. Isto é o mais mágico da vida. Quando duas pessoas conseguem unir as forças, fazendo girar esta roda de forma harmônica, em ritmos iguais, sempre em busca do topo, mas jamais se esquecendo de que estar lá embaixo algumas vezes é necessário para darmos valor à felicidade conquistada lá em cima. Sinceramente, não estou com saudades lá de baixo, não. Encontrei a peça-chave para manter-me no topo: o aconchego de um verdadeiro amor.
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19h02
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Encontro
Hoje, só tenho a agradecer. Agradecer a Deus por ter me dado a incumbência de vir a este mundo para amar. De chorar, de ser magoada, de me sentir traída e humilhada, e ainda assim, amar. De tentar desistir, de querer apagar o passado, de me desesperar, de desejar a morte, e, ainda assim, amar. Agradecer por eu ser tão imperfeita e ter a oportunidade de aprender. Aprender que nem todos os dias são de felicidade, que nem todas as horas são de sorrisos, que o amor nem sempre é um mar de rosas, que as pessoas têm defeitos e cabe a mim aceitá-las como são. Aprender que todas as feridas são parte de mim. Todas as cicatrizes me ajudaram no processo de amadurecimento como pessoa. Todas as quedas foram necessárias. Todas as partidas foram dolorosas, mas foram também recomeços. Entender que todas as paixões passam. Todas as dores também. Agradecer por ser privilegiada. Privilegida por conhecer o amor. Por me sentir tão íntima dele. Por ele ter me eleito sua companheira de todos os dias. Por nunca ter desistido de mim, quando na verdade, eu já pensei em abandoná-lo incontáveis vezes. É o amor o meu fiel escudeiro. Ele quem me salvou de todos os fundos de poço que caí. Esta crença tão louca e alucinada que deposito nele foi a mola propulsora para minhas reerguidas. Esta confiança cega no amor que, apesar de não saber, era inabalável em mim. Nem eu mesma tinha consciência da força que o amor sempre teve em meu caminho. Da força e do magnetismo que ele exercia sobre minha pessoa. Até que, por caminhos sinuosos, por estradas obscuras, por lágrimas e desespero, ele me levou a você. A você que me provou que eu passaria por todas as dores novamente, se preciso fosse. Até o amor me provar que eu o renegaria um milhão de vezes como outrora. Cometeria os mesmos erros, os mesmos desatinos. Seria ingênua, fria, louca, certa e errada, tudo mais uma vez. Somente para chegar onde cheguei. Somente para estar no porto seguro onde a minha alma se completou. Onde sinto que a minha missão de amar e ser amada finalmente se concretizou. E somente então pude perceber por que minha busca nunca chegava ao fim. Por que a incompletude em meu peito. Por que o sentimento desesperado, sufocante, imaturo. E então parei. Definitivamente, parei. Parei para um recomeço. Ou melhor, para o meu tão sonhado começo. Diferente de tudo que jamais imaginara. Completo como jamais entendera ser possível. E o meu fiel escudeiro pôde descansar. A busca terminara. Cumprira sua missão: proporcionar o encontro raro de duas almas que se procuravam em meio à multidão. Proporcionar o meu encontro com o meu verdadeiro eu. Com o meu eu encontrado somente em você...
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12h22
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Como pode, menina, me diz? Como você ainda acredita nessas coisas? No quê? Você sabe: nas pessoas, no amor, num amanhã melhor do que o hoje. Te vejo suspirando pelos cantos, traçando planos mirabolantes, jogando palavras ao vento, e me pergunto como você consegue, de onde você tira tanta determinação? Deve ser algum tipo de predestinação, alguém um dia decidiu que você carregaria esse peso sobre os ombros: ser uma sonhadora. E você se apoderou do título. Teu sonho conduz tua vida, direciona teus passos, molda teu caminho. E você não desiste até alcançá-lo. Não cansa não? Acreditar na vida assim, procurar tanto por um amor, quando o mundo lá fora grita que não há mais espaço para finais felizes, muito menos para "felizes para sempre"? Onde já se viu sonhar com amores eternos num mundo tão fugaz? Contos de fadas não existem mais, menina. Todas essas loucuras com que você sonha, as cenas de filme, os pores de sol, as declarações inesperadas, o amor maior do que tudo, tudo isso talvez seja coisa de outro mundo. Me perturba vê-la aqui parada nessa estação à espera do trem que te levará a esse outro mundo. E se ele não mais existir? E se uma onda gigante destruiu o que restara dele? E se todas as pontes que permitiam o acesso foram destruídas? E se? Existem tantos outros trens com tantos outros destinos diferentes, por que insistir nesse destino desconhecido? E se não chegar nunca? Eu sei, você vai dizer que não desiste até chegar lá. Mas em algum momento a espera deve machucar, não? Como naquela vez em que fostes arremessada de forma abrupta do trem que te levaria até lá. Te observei em silêncio, menina, e dessa vez achei que fosse o fim, que você não voltaria jamais a esse ponto de espera que poderia te levar novamente àquela dor incessante que sentias. Mas você voltou. Rasgou pedaços de papel, chorou, sumiu daqui por uns dias, se trancou em seu mundo, mas voltou. Quando eu menos esperei, te vi sorrir ao sentar em frente à plataforma. Lá estava você: cabeça erguida, malas prontas para começar tudo de novo. Esse amor pela vida exposto em cada poro do teu rosto. Você ressurgiu com esperança. De onde sai tudo isso, menina? Que chama de esperança é essa que não apaga nem com as chuvas e rajadas de vento que a vida lança sobre ti? E essas lágrimas que vez ou outra caem? Não te ensinam nada? Não te dão uma lição? Não, a resposta provavelmente é essa ou então algum daqueles clichês de gente lunática que falam sobre volta por cima e lágrimas serem parte da vida. Lembro daquele dia em que te vi chorar e você sorriu em meio às lágrimas quando me viu e disse baixinho: "Eu ainda acredito." Esse deve ser o teu grito de guerra, menina. Suspeito que no meio da tua angústia, você levanta e brada que ainda acredita. Admiro você. Admiro a sua coragem e sua entrega. Mas me diz, menina, mesmo assistindo de perto a todas essas chegadas e partidas dolorosas, você ainda acredita? EU ACREDITO ATÉ O FIM. (Nicole F.)
PS: Incrível como alguns textos, escritos por pessoas que nos desconhecem totalmente, falam tanto sobre nós. Por mais genéricos que possam parecer, dizem muito do que vivemos e do que somos. Ao ler este texto, me vi... :)
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16h30
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"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo, que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua..." Simone de Beauvior
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15h39
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“Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.” Caio F. Abreu
PS: Nem eu mesma conseguiria me definir tão bem! ![]()
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12h11
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2011
Em 2011 pode ser que a gente não mais se encontre. Pode ser que a nossa amizade mude. Em 2011 talvez você não sorria tanto. Ou não chore tanto. Em 2011 o grande amor da sua vida pode te pedir em casamento. Ou o que você pensava ser o grande amor, se desfaça. Em 2011 pode ser que você caia incontáveis vezes. Mas, pode ser que você ajude outros a se levantarem, em vez de cair. 2011 pode ser o ano da sua vida. Ou a sua vida em um ano. 2011 pode te trazer mágoas, dores, tristezas. Mas, pode te trazer alegrias, sorrisos e felicidades. 2011 quem sabe surja a oportunidade de resolver problemas do passado. Ou problemas do presente que você adia. 2011 pode ser que você consiga aquele abraço tão sonhado, ou a conversa sempre esquecida. 2011 você poderá aprender muito. Ensinar muito. Ou se fechar e não aprender e nem ensinar nada. 2011 você pode fazer tudo diferente. Ou pode deixar tudo como está. 2011 talvez você perca amigos, amores, familiares. Ou quem sabe, você ganhe mais alguns. 2011 pode te trazer surpresas inesquecíveis, boas ou ruins. Em 2011, talvez você consiga ser perdoado. Ou talvez se arrependa de alguns erros. Talvez você consiga perdoar. Talvez você guarde rancor. O próximo ano pode ser o pior ou o melhor da sua vida. É como um livro no qual você escreverá mais um capítulo da sua história. Poderá ser o mais belo exemplar já visto. Poderá ser um livro aberto, para muitos apreciarem. Ou poderá ser lacrado e horrível também. Depende de você. Muitos acontecimentos fugirão do seu controle, independem de sua vontade. Mas, a maneira como você os enxergará é que definirá o seu aprendizado, a sua evolução, diante dos bons ou maus acontecimentos. Eu pretendo, no meu livro, escrever páginas que encantem, que ensinem, que façam sorrir, que sirvam de lição, que sirvam de exemplo. Mas, sei o quanto é difícil e o quanto a prática difere da teoria ou de nossas pretensões. Temos as ferramentas, mas na maioria das vezes, optamos por ser maus escritores no livro mais importante que nos foi consagrado: a vida!
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15h38
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Sonho real
Hoje meu amor me fez o seguinte questionamento: "Às vezes você não olha para tudo isso e pensa que é um sonho?". Na hora não dei muita importância, mas pensando sobre isso, sim, concordo. Tudo parece um sonho, mas um sonho conquistado a duras penas. Um sonho idealizado, buscado e hoje, muito real. E, sendo tão real, é que necessita de tantos cuidados, de tanto zelo, de tanta luta, para se manter assim, tão real e irreal, a um só tempo. Um sonho outrora tão distante, tão inatingível, um sonho buscado por um, mas que precisava de dois para se tornar realidade. Um sonho que só seria possível se encontrássemos a outra metade, se encontrássemos neste mundo tão mesquinho, alguém com o mesmo propósito. Alguém que valorizasse mais o sentimento que o material. Que valorizasse o compromisso, não o eventual. Que valorizasse o amor, em seu sentido mais pleno. Que buscasse a verdade, depois de tantas inverdades que lhe foram contadas. Alguém com o coração forte, apesar das cicatrizes. Alguém que ainda acreditasse verdadeiramente na força do amor, apesar das decepções. Houve um momento em que pensei ser impossível. E tenho certeza que este momento também aconteceu na sua vida. Houve um momento em que me senti "anormal", diferente de todos e sei que também se sentiu assim um dia. Mas, hoje sabemos que não. Não estou sozinha e você também não. Tenho a você e você a mim. Hoje, sei que me tenho porque tenho você ao meu lado. Sei que me reencontrei ao te encontrar. E sei que também se reencontraste. E neste reencontro, construímos um sonho. Todos os dias continuamos a contruí-lo, a moldá-lo, a lutar para que continue assim, tão sólido e tão leve, tão forte e tão doce, tão meu e tão seu... Tão nosso, porque somos um. Um sonho, que hoje é a nossa realidade! ![]()
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23h37
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Queridos amigos...
Em minha vida sempre conheci pessoas de todos os tipos. Sempre fui libriana ao pé da letra no quesito sociabilidade. Às vezes tímida, às vezes mais solta. Adolescência talvez tenha sido o cume desta vida social, quando eu conhecia desde o mendigo da rua até os médicos mais conceituados da cidade e adorava conversar com quem quer que fosse. Talvez minha adolescência, ao contrário de muitas outras pessoas, tenha me concedido uma auto-estima elevada e sei que eu conseguia atrair amigos de todas as partes, classes, raças, cidades, estados, enfim... Com o passar do tempo, a auto-estima talvez tenha diminuído e o processo de seleção de pessoas tenha se tornado mais criterioso. Confesso que muitas vezes sinto saudades daquela menina-mulher tão intensa e despojada de conceitos e preconceitos, de inseguranças e desconfianças. Sinto saudades da ingenuidade que era tão peculiar na minha personalidade. Se bem que, em comparação a muitos, a minha ingenuidade ainda fala alto, muito alto. No trabalho, sempre a responsabilidade veio em primeiro lugar. Sempre o profissionalismo. Talvez pelo fato de ter começado a trabalhar muito jovem, eu não me enquadrava muito à idade dos demais. Eu era apenas uma adolescente que esperava ganhar o mundo, sempre me metendo nas turmas que já tinham o mundo ganho. Ou pelo menos, achavam que sim. Era sempre a caçula nos meios em que frequentava. Seja no trabalho ou nas turmas de colegas. Com o passar do tempo fui deixando a sociabilidade de lado. Fui me fechando mais. Fui percebendo que para mim, todos eram meus amigos, mesmo não tendo muita intimidade; mas, nem para todos eu era amiga, pois alguns me enganaram. E confesso que doeu. Doeu perceber que eu tinha uma consideração absurda por pessoas que me esconderam verdades. Que maquiaram uma realidade muito feia. E eu sempre preferi a verdade feia a uma linda mentira. Entretanto, nestes encontros e desencontros, entre colegas e amigos, eu encontro pessoas incrivelmente fascinantes. De onde talvez menos se espera, vem a palavra amiga, vem o conforto esperado, vem o: "Conte SEMPRE comigo". E nesta semana eu tive talvez uma das maiores demonstrações de amor e amizade que alguém possa oferecer a outrem. Tive a certeza de que muitos são os anjos que Deus coloca neste mundo para nos provar que existem sim, os que fazem jus ao nome amizade...
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15h30
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Um desconhecido...
Estava eu trabalhando, a contragosto, nas eleições no interior do estado. Logo eu que, sinceramente, odeio política, ainda mais da forma que é feita aqui na Paraíba. O povo é apaixonado por política, e compra briga feia em prol do seu candidato. Aliás, em prol do seu candidato, nem sempre, mas em prol do seu cargo comissionado, do seu cargo de confiança, porque já tem uma promessa lá na frente, enfim... Nestas poucas eleições que aqui estou, é o que pude, infelizmente, constatar. Pois bem, que lá estava eu, entediada, de saco cheio, quando me surge uma pessoa no mínimo, intrigante. Começou a conversar, muito simpático, e eu na minha, como geralmente fico de início com qualquer pessoa que acabo de conhecer. Eis que no meio da conversa, ouço ele dizendo que é cigano e começa a falar das tradições ciganas. Continuei calada, mas já prestando maior atenção. Gosto bastante de pessoas mais velhas, que, mesmo sem o conhecimento da educação proporcionada pelos bancos escolares, detêm um conhecimento de vida incrível. E este era uma destas pessoas. No entanto, no meio da conversa, ele se vira para mim: "Você é calada, mas enquanto nós conversamos aqui, seus pensamentos borbulham". Aí me pediu para levantar a mão direita e dizer a data do meu nascimento. Disse e eis que ele começa a falar: "Seu signo tem a figura que melhor lhe representa: uma balança. Ninguém te derruba. Se te fazem cair de um lado, do outro você já está se levantando. Sempre que você amou, e você ama demais, você foi enganada. Você tem pena dos outros, mas eles não têm pena de você. É melhor para os outros do que eles para você". Eu, se calada estava, fiquei muda de vez. Mas, ele mal me deixou organizar os pensamentos e continuou: "Não cheira a dinheiro. Nunca cheirou e nunca vai agir por causa disso. Você aprende como um 'avião'. Eu falo aqui e você já aprendeu. Poucas pessoas são caladas e sabem ouvir. Você gosta muito de leitura e história. Resolve tudo calada. Poucos sabem do que se passa aí dentro. Quando você gosta, só Deus, só Deus..." Eu fiquei paralisada, e me veio à cabeça uma pergunta em relação à parte que ele falou do amor. Antes mesmo de abrir a boca, ele respondeu: "Eu falei o verbo no passado". E quando eu pensava que toda aquela contrariedade por ter que viajar e trabalhar já havia se dissipado naqueles poucos instantes, ele arremata: "Você é muito desconfiada. Há duas coisas no mundo que cigano não perdoa: derramamento de sangue na família e traição. Por mais que você diga que sim, no fundo, você sabe que não consegue. Sabe do que estou falando, né? Você tem um pouco de sangue cigano..." Depois de tudo isso, palavras eram desnecessárias. Sem que eu dissesse uma frase sequer, um desconhecido me deixou ali, com a sensação de que me conhecia desde sempre... 
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13h13
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Aniversário
Aniversário sempre é bom para gente pensar e repensar nossas atitudes. É nos preparar para novas situações, novos problemas, novos aprendizados, que sempre irão nos rondar por toda a vida. Acho que talvez por isso sempre fico meio introspectiva nesta época. Às vezes saudosista, nostálgica e muito sensível. Sempre penso nas pessoas que ano passado estavam próximas e este ano já não estão. É engraçado ver que o tempo vai passando e as pessoas ao nosso redor mudam. E nós também mudamos, é claro. Mudam também as amizades (algumas). Muda o nosso modo de enxergar o mundo. Muda a nossa forma de comemorar os aniversários. Enfim, em um ano mudam muitas coisas. Confesso que não gosto de aniversário. Nunca gostei, mas aprendi a lidar melhor com este período de sensibilidade e introspecção. Quero sempre pensar que no próximo aniversário, estarei melhor que no deste ano. Quero sempre lutar para ser uma pessoa melhor no próximo aniversário. Quero sempre pensar que os que este ano estavam afastados, talvez no próximo ano, aconteça uma reaproximação. Quero sempre pensar que por mais que muitos não liguem ou não mandem mensagem, ou até não se lembrem da data do meu aniversário, ainda se lembram de mim. Acho que é a necessidade de se sentir importante para alguém. E eu me sinto importante para muitos. Talvez nem o seja, mas confesso que me alimenta pensar assim. Me alimenta e me alegra pensar que talvez eu faça diferença na vida de alguns poucos. Ou que tenha feito algum dia. Ah, o ser humano e sua constante carência e necessidade de se sentir amado... Eu realmente não poderia ter nascido em outra época do ano. Librianos: tão sociáveis e tão carentes. Tão românticos e tão sensíveis. Tão perfeccionistas e tão imperfeitos... Tão humanos! ![]()
PS: Meu aniversário tem sido, a cada ano, mais perfeito que o anterior! Já curiosa para saber como será o próximo! Libriana, mais uma vez. Curiosa, sempre.
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01h28
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Há dois anos...
Dizem que libriano é um ser romântico e sentimental por natureza. Acho que sou libriana ao quadrado. Mesmo sem entender, desde muito pequena, sempre sonhei com o amor. Sempre idealizei o amor. Sempre quis além e diferente do que eu via. Sempre sonhei com alguém que quisesse o mesmo. Sempre busquei nos olhares das pessoas, o olhar que eu sabia existir e se encaixar ao meu. Sempre busquei a minha outra metade, apesar de sempre ouvir que ninguém é metade e sim inteiro. Que a gente tem que se bastar. Não vejo o amor como algo dispensável. Vejo-o como uma dependência. Dependo sim, do amor. Senti-me vazia e sem sentido na sua ausência. Vaguei à sua procura quando ele se escondeu dos meus olhos. Desesperei-me ao pensar que talvez aquele amor que eu tanto sonhava, realmente não existisse. Confesso que duvidei. Confesso que me matei aos poucos enquanto esta dúvida permaneceu em mim. Lutei contra mim mesma para não mais idealizar o amor e nem a minha tão sonhada alma gêmea. Não foi tão difícil me convencer, pois as feridas ainda sangravam. As feridas me lembravam a todo momento que foi justamente por idealizar tanto que eu me encontrava tão machucada. Quis ser igual aos demais e não sonhar tanto. Não me importar tanto. Não me exceder tanto nos sentimentos. O amor não me permitiu. Resolveu, depois de tantos sonhos e ilusões, bater com toda a sua força e magnitude às portas da minha existência. Veio desta vez sem disfarces, sem cerimônias. Colocando um ponto final nas minhas interrogações. Provando-me que somente naquele instante se fizera o momento certo. Somente naquela hora eu estava preparada. Fez com que eu soubesse logo de cara que não seria como antes. Nada seria como antes. Todas as regras quebradas. Todas as dúvidas dissipadas. Todos os conceitos e preconceitos deixados de lado. Todas as idealizações de outrora tornaram-se realidade, mesmo quando eu não mais idealizava. A necessidade que eu sentia de algo além e diferente do que eu via foi preenchida. Hoje existe em mim algo além do que eu imaginava. Um sentimento além do que eu pensara ser capaz de sentir. O melhor conselho, o maior orgulho, a maior vitória, o abraço mais aconchegante, o beijo incomparável, o melhor sorriso, a aliança inquebrável, a vida em plenitude que ainda estava despontando. O amor único e verdadeiro chegou quando eu não mais acreditava. A minha vida tornou-se o meu sonho. O meu sonho tornou-se a minha vida. Há dois anos... Para todo o sempre...
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LK
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11h50
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..::Quem sou::..
Sou uma romântica inconsertável! Sou chata, sincera, orgulhosa, "fresca", infantil, exagerada, às vezes tímida, extremamente sensível, choro por tudo e por nada, desejaria mudar o mundo... Sofro por mim e pelos outros. Vivo a utopia de desejar que as pessoas jamais saiam da minha vida. Até hoje, raríssimas saíram por completo. Algumas deixaram um vazio inenarrável. Outras, não fizeram tanta diferença. Acreditava em inúmeras coisas bonitas. Talvez por minha culpa e de algumas pessoas, hoje já não sou tão "ingênua". Amo com todo o meu ser e quero que me amem da mesma forma. Quando me magoam, dificilmente tudo volta a ser como antes. Tenho medo do futuro. Tenho medo da solidão. Adoro festas, diversão, cores, carnaval (amooo!), amigos, confidências, dança, música, alegria, união... Queria ser menos sentimental, mais madura, ousar mais, não sofrer tanto por coisas e pessoas que não merecem, guardar menos rancor, ser menos crítica, menos ingênua, menos preconceituosa. Desisti! Eu "me venci" pelo cansaço...
ADMIRO: Humildade, bondade, sinceridade, inocência, Chico Xavier, pessoas que amam "eternamente"...
NÃO ME CONFORMO: Com a maldade das pessoas
LIVROS: As vidas de Chico Xavier, Justiça Além da Vida, Laços Eternos, Conte-me seus sonhos, O preço de ser diferente, Se houver amanhã, etc, etc
MÚSICAS: Infinitas, eu sempre tô ouvindo uma música. Algumas: Um amor puro, Se eu não te amasse tanto assim, Completo, Things will never be the same, Dia azul, Tocando em frente, Você, Hero, Vida, From this moment on, Por enquanto, I can't live, Jardim da Fantasia, etc, etc.
"Difícil não é lutar pelo que mais se quer, mas desistir de algo ou alguém que se ama de verdade."
Para mim, amar é se doar por completo. É ser capaz de dar sua vida por algo ou alguém. É ver o tempo passar e o sentimento permanecer. É não banalizar as palavras e reconhecer o sentimento em um simples olhar. É ser sincero, companheiro, é compartilhar o seu mundo! É dizer o que sente. Nada a mais, nem a menos. AMO pouquíssimas coisas e pessoas...
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